Já dizia Alice

original

Conta-se a história de Alice, uma menina que se recusava a acreditar na realidade. Passava horas escrevendo sobre pessoas que não existem. Enchia seu quarto de elementos de um mundo paralelo, que ela sonhava construir. Por mais que tentassem fazê-la acreditar que é melhor viver no mundo real, ela insistia que gostava dos contos de fadas:
– Mas Alice, você não tem mais idade para achar que vive em fábulas.

Ela suspira.

– Isso é o que dizem no seu mundo, no meu mundo não tem idade para sonhar.
– E porque o seu mundo é melhor que o meu, se nem ao menos existe?
– Porque nada é impossível, não existe maldade e os corações são puros e prontos para amar.
– Ainda não passa de fantasia.
– Mas se todos acreditassem nesse mundo perfeito como eu acredito, poderíamos fazer dessa realidade uma eterna fantasia.

Silêncio.

– Nada é perfeito, Alice. São só contos de papel, podem ser rasgados com o vento.
– Os sonhos não podem ser rompidos.
– Alice, Alice, sempre em devaneios…

[O que o coração cria, o tempo não destrói, já dizia Alice]

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