No tropeço, eu acerto o passo

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Tenho reticências que vão sendo jogadas por onde eu passo, feito pegadas. Apenas mais um sinal do quanto sou incompleta. Aqui e ali, vou me desfazendo e precisando voltar para recolher os retalhos. E olha, haja linha e agulha para juntar todos os meus trapos.

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Às vezes, eu nem existo

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Às vezes, eu nem existo.

Sou uma reprodução do que vejo e escuto. Acompanho passos, acelero ritmo, diminuo ritmo. Mera projeção. Sou apenas um rosto perdido no meio de tantos outros. Sou um corpo jogado em uma montanha de corpos idênticos. Amarrotada, sufocada debaixo de muitos e sufocando tantos outros abaixo de mim.

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A gentileza é como pretinho básico, não tem como errar

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Inúmeros são os momentos que nos sentimos desamparados. Ainda que tenhamos para onde voltar, é como se o caminho estivesse em neblina e fica difícil encontrar o lado certo. Dia após dia, nos encontramos em situações que nos tiram o ar, a confusão se fixa na nossa pele e se torna inquilina. No entanto, dentro do nosso caos interno, há o que nos acalma e dá esperança para continuar: a gentileza de alguém.

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Quando virei a esquina, já não era mais a mesma

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Talvez eu já tenha perdido as contas de quantas pessoas eu perdi na vida. Digo talvez, porque nunca cheguei a contar, na verdade. Acontece tão rápido que nem percebo se estou do lado de alguém ou só faço companhia aos rastros que ela deixou quando foi embora. E tudo bem o coração apanha, mas revida. Quando dei por mim, já não era mais a mesma, a pele já estava mais grossa e aguentando batidas mais fortes. Continue lendo “Quando virei a esquina, já não era mais a mesma”

Não era você

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A verdade é que não era você. Por mais que você já tivesse me dado todos os motivos para desacreditar que fosse, continuava eu me agarrando ao pequeno retalho de que poderia ser. Mas não foi, não era você. Ainda que eu fosse deitar todas noites dizendo estar certa das minhas decisões, não era. Contudo, seria tão mais fácil se fosse. Porque se fosse você eu não estaria errada, eu poderia sair por aí saltitando e com uma estampa de camiseta escrita “Viu? Eu não erro todas as vezes!”, mas acontece que errei. Mas se fosse você eu teria acertado pra sair da rotina e não precisaria repensar toda a minha vida e entender por que eu continuo errando. Continue lendo “Não era você”

Quem nunca quis abrir um zíper e sair de si?

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Durante um dia qualquer existem inúmeras opções de caminhos a seguir. Estamos livres para escolher o que nos parecer melhor. Porém, as chances de ir pelo lado errado e nos perder são grandes. Quando isso acontece, o que dá vontade de fazer é de se abandonar, ou simplesmente dar um tempo de si, só voltar quando tudo estiver resolvido. Continue lendo “Quem nunca quis abrir um zíper e sair de si?”

Quem escolhe fazer jogo sempre perde

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É difícil admitir quando algo nos afeta e, ainda mais, olhar para dentro e percebermos que nem tudo precisa ser levado tão à sério. Vivemos em uma época onde se propagam o desapego e sendo assim, o primeiro a demonstrar emoção é visto como o fraco. Com isso, todos usam escudos emocionais para que nada consiga ultrapassar e ferir. Porém, quando nos enchemos tanto assim de barreiras, no fim, percebemos que não estamos protegidos e, sim, sozinhos do outro lado do muro. Continue lendo “Quem escolhe fazer jogo sempre perde”